A des-atração da e por política e os dois polos do magnetismo político

O magnetismo político não depende mais de líderes cativantes ou sedutores; não depende mais nem dos eleitores ou seguidores. Esses eleitores já não são atraídos ou repelidos pelo magnetismo de seus políticos, mas empurrados pela ausência, no mínimo, de autoconhecimento e autorreconhecimento sobre em qual polo estão, por qual polo desejam ser repelidos ou para qual se permitem ser atraídos.

Agem como se a questão se resumisse a acreditar que o polo que os atrai ou os repele ainda depende de suas escolhas, o que não se sustenta, pois esse ímã chamado política perdeu sua real utilidade, despersonalizou-se e desrealizou-se. É apenas um ímã, um objeto que nem percebe sua confusão magnética. Enquanto caduca, atrai eleitores do polo dos apoiadores e repele eleitores do polo dos opositores — ou vice-versa, e não necessariamente nessa ordem, se é que ainda existe alguma ordem.

Certamente, o que não há são os polos norte e sul desse “ímã”, mas sim “esquerdo e direito”.

Então você está dizendo que o ímã — a política — deveria atrair eleitores de polos opostos e repelir eleitores do polo apoiador? Não. Estou dizendo que os eleitores unidos (utopia minha?) deveriam ser o ímã, sem essa polarização magnética, que na realidade des-atrai cada vez mais pessoas, e assim atrair políticos do polo competente, dotados de maturidade e, principalmente, honestidade, e repelir os políticos do polo oposto. 

Porém, na verdade, no fundo, sequer existe ímã: quando muito, existem dois polos estéreis de eficácia e eficiência. O que resta é o resto de uma limalha velha, de mais de 500 anos — para não falar em migalhas.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Por Que Sentimos Saudade Até de Quem Nos Fez Mal?

O Que São Pensamentos Automáticos?

A Imunidade Social e o Erro de Ouvir a Opinião Alheia